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Carlos Rodrigues Brandão


1º outubro 2012

Ensinar as crianças, aprender com as crianças


Você deve lembrar algumas imagens daqueles quadros de famílias nobres ou mesmo reais, entre os séculos XVII e XVII. Pelo menos algumas dessas imagens você deve ter visto. Alguns quadros famosos vêm desde pelo menos a Renascença,  outros chegam até mesmo ao século XIX. Há neles, entre outros, um detalhe que chama a atenção. As pessoas estão sempre posando com o ar solene de sua nobreza. Aquelas eram as fotografias de suas épocas. As pessoas estão ali tão majestosas que algumas acabam sendo mesmo ridículas. Mas em algumas há uma imagem dentro da imagem que chama também a atenção. Em muitos desses quadros há crianças: um par de príncipes, uma menina-infanta, um jovem nobre.
E o que há de notável nesses quadros, alguns deles de grandes pintores da época? Há um pequeno e inevitável detalhe muito interessante. Michel Foucault abre um de seus livros mais conhecidos: as palavras e as coisas, com um curioso olhar sobre um quadro de Velásquez, chamado: “as meninas”.
E, lá estão elas. No rosto, no olhar, na pose, nas roupas e nos calçados, são em quase tudo como os adultos. Sendo crianças, elas são réplicas das pessoas adultas ao seu lado.l Não há gestos do rosto ou do corpo, assim como não há vestidos ou sapatos próprios para elas, duas meninas. Assim, as crianças de então, sendo meninos ou meninas, não são mais do que desafortunados e imperfeitos espelhos de como os adultos, seus pais, seus mestres, são, ou acham que devem ser.
Em um belo livro sobre a família e a criança no Ocidente, Phillipe Ariés lembra que por muitos séculos, em toda a Europa a criança e o adolescente mal existiam[1]. Quer dizer, por toda a parte, como agora, meninos e meninas. E mais do que agora, porque mesmo com índices muito altos de mortalidade infantil, as famílias eram quase sempre numerosas. No entanto, de um ponto de vista social, como sujeitos de uma família, de uma igreja, de uma comunidade, de uma comunidade local ou nacional, como um valor de cultura, meninas e meninos eram seres de um pequeno valor. Vagas figuras múltiplas sem maior importância, habitantes de alguns raros lugares e intervalos do mundo dos adultos.
A criança era então percebida como um quase acidente da natureza, ou da vontade de Deus no “crescei e multiplicai-vos”, e a sua razão de ser estava em deixar de ser criança o mais cedo possível. Sua função era crescer, tornar-se um pequeno trabalhador útil em cedo, sobretudo nas famílias mais pobres, aprender um ofício útil, mais do que o saber letrado de seu tempo, e “virar gente”, isto é, um adulto precoce, que quase emergia direto da adolescência.

Até o século XVII, a criança, como tal, não existia nas nossas sociedades. Era uma coisinha à qual se dava muito pouca importância. A vida humana começava realmente entre os 7-10 anos.  O sentimento da infância nasce, na Europa, como  sentimento da família e com a constituição, pelas grandes ordens religiosas, de uma educação separada, que preparava a criança para ávida adulta. Este regime de separação durou os anos cinqüenta e sessenta. Antes desta data a idade adulta era a idade ideal, e a educação consistia em preparar a criança para este período. Atualmente tudo foi alterado[2].

Assim, faltava na imensa maior parte das sociedades em vários séculos do Ocidente, quase tudo aquilo que hoje em dia caracteriza “o mundo da criança”. Não havia o “quarto da criança, de modo algum. O berço era apenas para o bebês. E como era costume uma mãe ter uma seqüência numerosa de filhos, logo o mais velho dava o seu lugar ao que acabava de chegar. Raros os brinquedos, a não ser os que as próprias crianças criavam. Quase nada de comida de criança, de roupas, de calçados, de horários, de  pediatras, de cuidados especiais e de ternos carinhos de pais e dos outros. As crianças deviam ser socializadas com rigor e os castigos, muitos deles violentos, eram muito comuns.
Tudo isto nos leva a pensar algo que a um primeiro olhar de nosso tempo parece muito estranho. E, no entanto é tão comum, tão freqüente e tão variado ao longo das diferentes eras da história e entre as diversas culturas humanas. Uma coisa é aquilo que nós somos biopsicológicamente. Por exemplo: macho e fêmeas, crianças, adolescentes, jovens, adultos e velhos. Outra coisa é a construção sociocultural  daquilo que nós somos, daquilo que devemos ser ou podemos ser por habitarmos uma sociedade e vivermos a sua cultura. Claro. do ponto de vista da natureza, nós somos gerados e nascemos mais ou menos da mesma maneira, e crescemos e nos desenvolvemos seguindo os mesmos ritmos da vida em nós. Mas, ao longo da história da humanidade e, mais ainda, entre as diversas sociedades humanas do passado e do presente, o “ser criança”, o “ser jovem”, o “ser adulto”, o “ser velho”, o “ser mulher” ou o “ser homem” foram e seguem sendo categorias sociais representadas e tratadas de maneiras muito diferentes. Sabemos que há sociedades em que um homem muito velho é tratado como um sábio e recebe uma deferência especial dos “mais moços”. E há outras em que ele próprio deve procurar a sua morte, para deixar mais comida aos “mais moços”. 
A quase inexistência de um “mundo cultural” próprio para a criança, revela que durante séculos, no Oriente e no Ocidente, meninas e meninos  eram considerados  como seres sem lugar próprio, apêndices da casa, da família e da comunidades. O processo apressado de seu desenvolvimento e a passagem ligeira da infância a uma precoce adolescência em que muitas “moças” já estavam casadas e eram mães, importava bem mais do que cada fase, cada estágio do ritmo natural da vida da pessoa. Desde muito cedo a criança era preparada para vir a ser em curto tempo: “um alguém na vida”.
Na mesma idade em que nossos filhos hoje estão escolhendo as primeiras namoradas e as primeiras profissões, jovens indígenas são guerreiros casados, e muitas moças com menos de 16 anos já eram esposas e mães de dois ou três filhos. Você sabe com que idade Julieta morreu por amor a Romeu? E Romeu? Já na beira do século XX, com que idade casou-se o Mahatma Gandhi, com Kasturbai, uma jovem menina que lhe foi escolhida pelos pais e que ele conheceu pouco antes  do dia do casamento?  Até dois séculos atrás, mesmo na Europa, a idade média das pessoas era muito baixa, a era vida breve e era preciso começar cedo a ser “gente grande”.
E as crianças não eram propriamente seres em si, mas seres para os outros. Eram propriedade de seus pais, servas de suas famílias, e  a  infância era compreendida como uma breve e dura viagem a uma precoce idade adulta: aquela em que meninos e meninos começam a “contar”. E começam a contar porque passam do “passivo” da casa para o “ativo” da família, na medida em que através, primeiro do seu ingresso no rol dos serviços domésticos e, depois, em algum trabalho produtivo, crianças e adolescente começavam a contar como atores com um lugar próprio  na família e na sociedade.
Raras crianças pobres sentavam por mais do que três anos nos bancos duros de uma sala de aulas. Os que prosseguiam os seus estudos, sobretudo após o século XVII, eram entregues a uma educação rigorosa e muito pouco sensível aos seus sentimentos, aos seus pensamentos. Crianças e jovens existiam para aprender e obedecer. Para aprender a obedecer. Eram então comuns em várias línguas ditos tradicionais como estes: “criança não tem querer”; “criança não tem sentir”;  “criança não tem pensar”; “criança não tem juízo”. A criança era medida sempre por sua incompletude psíquica e cultural, diante da pessoa adulta educada, tomada como padrão.
Pensava-se a criança e procedia-se para com ela de formas semelhantes a como se fazia com os indígenas (os “selvagens”), com os negros, como os outros que não nós, e que para serem “alguém de respeito” deveriam aprender a ser a cópia mais próxima de “nós mesmos”.
Uma pequena passagem do livro A descoberta do outro, de Gustavo Corção, traduz muito bem o olhar do adulto sobre o sentir, o querer e o pensar das crianças.

O menino achava que as pessoas grandes não tinham bastante seriedade e também nunca se podia contar com elas, porque hoje queriam brincar e amanhã não queriam. Uma coisa agora provocava o riso; a mesma coisa logo trazia castigo. Às vezes a tia perguntava porque estava tão quieto.
- Estou pensando.
A tia fazia cara de pouco caso e declarava que criança não pensa. Criança também não devia ficar ouvindo conversa de gente grande. Todas as coisas dividiam-se com grande clareza entre o que era permitido e o que era proibido; nas histórias também o bom era bom e o mau era mau. O ar era transparente e a luz crua; o mundo era grande e sempre o mesmo. Mudava sempre, mas era sempre o mesmo.[3]

Mas as crianças de antes como as de agora, tinham e seguem  tendo os seus sentimentos, suas emoções, suas sensibilidades, seus pensamentos e suas idéias, seus imaginários, desejos e sonhos. Suas alegrias e seus sofrimentos.
Poucos escritos foram tão sensíveis a este “ser da criança” quanto João Guimarães Rosas que, no entanto, escreveu apenas um pequeno conto para crianças. Se você não conhece ainda (e não sabe o que está perdendo) leia a novela Miguilim, do livro Manuelzão e Miguilim.  Leia os breves e sábios contos do Primeiras estórias  ou de Tutaméia – terceiras estórias, em que meninos e meninas da roça, dos fundos dos sertões de Minas Gerais são os protagonistas.

Era o Dito, tirando-o por um braço. O Dito era menor mas sabia o sério, pensava ligeiro as coisas. Deus tinha dado a ele todo o juízo. E gostava, muito, de Miguilim. Quando foi a estória da Cuca, o Dito um dia perguntou: - “Quem sabe é pecado a gente ter saudade de cachorro?...” O Dito queria que ele não chorasse mais por Pingo-de-Ouro, porque sempre que ele chorava o Dito também pegava vontade de chorar junto.
- Eu acho, Pai não quer que Mãe converse nunca mais com o tio Terez... Mãe está soluçando em pranto, demais da conta.
Miguilim entendeu tudo tão depressa, que custou para entender. Arregalava um sofrimento. O Dito se assustou: - “Vamos na beira do rego, ver os patinhos nadando...” acrescentava. Queria arrastar Miguilim[4].

Aí estão as crianças. Sujeitas ao  “mundo das pessoas grandes”, elas criam como podem os seus próprios “mundos das crianças”. Bem mais do que aprendemos a acreditar, desde muito cedo e, mais ainda, nas idades próximas ao momento do ingresso na escola, elas são pequenos e completos seres de pensamento e de emoção. São seres que vivem as próprias “brincadeiras” com uma criativa seriedade que, quando vista com atenção, sempre nos encanta e emociona. Antes de ingressarem a força no mundo cronometrado e utilitário em que vivemos nós, os adultos, elas habitam o território da gratuidade. Elas vivem um imaginário de idéias, fantasias realistas e emoções de uma enorme fertilidade. E é o nosso “mundo adulto” aquele que, aqui e ali, parece pobre, árido,  utilitário, e pouco criativo, quando comparado com o mundo-dentro-de-nosso-mundo, que as crianças criam e inventam quando pensam, quando imaginam e quando se reúnem para brincarem juntas. Se possível, longe dos adultos.
Bem ao contrário do que uma difusa e crescente “pedagogia da pressa e do progresso” sugere, crianças não são seres incompletos, semi-selvagens e imperfeitos, a quem toca “civilizar”, uma educação iniciada no círculo familiar e continuada na sala de aulas da escola. Em cada momento de suas vidas, em cada passo dos estágios de seus “desenvolvimentos biopsicológicos”, meninas e meninos crianças são seres sensíveis e sábios. Sim, isto mesmo: sábias. Elas são sujeitos de uma vida que não vale pelo que ela (a vida e a criança) “vai ser ainda”, “vai ser um dia”, “vai ser quando crescer e virar gente”. A cada momento de cada dia de suas vidas, crianças são seres plenos de-si-mesmo, e valem pelo que são “agora”, e pela vida que, agora, em cada momento de seu estar-no-mundo, elas vivem.
Meninos e meninas devem ser ensinados em casa, na escola e em outros círculos culturais de socialização, para um dia virem a ser úteis: “um alguém na vida”, não resta dúvida. Mas elas devem ser educadas para algo que vai além, muito além deste propósito instrumental e utilitário. Elas não nasceram para crescerem depressa, realizando em seu ser a ansiosa imagem de nossos desejos paternos ou docentes. Crianças devem ser educadas para aprenderem a encontrar, com o andar de seus próprios passos, os seus próprios caminhos. Devem aprender conosco a serem diferentes de nós. Se possível, melhores do que nós somos.

E uma mulher, que segurava um bebê no colo, disse: Fala-nos dos Filhos.
E ele disse:
Vossos filhos não são os vossos filhos.
São os filhos e as filhas do desejo da Vida por si mesma.
Eles vêm através de vós, mas não de vós,
E apesar de estarem convosco, não pertencem a vós.
Podeis dar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos.
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas,
Pois suas almas vivem na casa do amanhã, a qual vós não podeis visitar, nem mesmo em vossos sonhos.
Podeis esforçar-vos em ser como eles, mas não tentai faze-los como vós.
Pois a vida não volta para trás, nem permanece no dia de ontem.
Sois os arcos dos quais seus filhos, como flechas vivas, são arremessados.
O arqueiro vê o alvo no caminho, e Ele vos dobra como o Seu poder para que Suas flechas possam ir longe e velozes.
Deixai que o Arqueiro vos curve com alegria;
Pois assim como Ele ama a flecha que voa, Ele também ama o arco que é estável[5].

Devem aprender a saber descobrir, entre os seus passos e ao longo de seus caminhos, as suas verdadeiras vocações, e, assim, a se realizarem plenamente em-si-mesmos.  Em-si-mesmos, mas através de um aprendizado que desde muito cedo os torne seres da vida crescentemente abertos a três círculos de diálogos fraternos e solidários: o diálogo com-eles-mesmos (a esquecida arte da auto-reflexão, da meditação, da vida interior); o diálogo amoroso com os seus outros; o diálogo amplo e aberto com a Vida e com o seu Mundo.
Pode ser que estes propósitos de uma educação humanizadora (e não robotizadora)  da criança pareça algo ultrapassado e romântico. Este deve ser então o momento de lembrarmos um recente e importante documento da UNESCO dirigido a educadores de todo o mundo. Ele foi elaborado por uma grande equipe internacional de pessoas dedicadas à educação. Foi coordenado pelo pensador francês Jacques Dellors e seu objetivo era traçar as linhas do que deveria ser uma “educação para o século XXI”.  Foi traduzido em várias línguas e em Português tomou este nome: Educação: um tesouro a descobrir[6].
Pois bem. No capítulo 4, o capítulo central do livro, são estabelecido os “quatro pilares da aprendizagem”, os pilares da educação. E, quais são eles? primeiro: aprender a fazer, não apenas no sentido instrumental de praticar bem uma profissão, mas no sentido social de criar contextos mais cooperativos do que competitivos  de trabalho produtivo. Segundo: aprender a aprender, isto é, não aprender acumulativamente conteúdos de conhecimentos prontos, mas aprender ativamente a criar os seus próprios saberes e significados. Terceiro: Aprender a conviver, como o aprendizado essencial de uma vida solidária, co-responsável e generosa. Todo o oposto dos objetivos de competência-competitiva da educação do “mundo dos negócios. Quarto (e aquele em que deságuam os outros três): Aprender a ser. Aprender a ser-si-mesmo. Aprender a criar-se como uma pessoa livre e aberta a estar sempre transformando-se na direção de uma plena realização de suas vida e de seu destino.
Estamos acostumados a projetos quase sempre projetivos. Projetos voltados para um futuro que não sabemos como será, nem para nos e, principalmente, nem para os nossos filhos. Estamos acostumados a projetos de valor  instrumental. Projeto de vida em que vale bem mais o que é útil, rentável, prático, seguro e, se possível, lucrativo, do que é de fato bom, belo e verdadeiro.  O que é que você faria quando sonha ter um filho “médico” e um dia ele toma coragem e confessa que não deseja ser outra coisa a não ser... “bailarino?”.
Educamos “para”. Educamos para que as pessoas deixem de ser  o tempo todo o que são agora, e venham a ser algo diferente do que são, algo a mais, algo além de. E este “a mais” e este “além”, com a melhor das intenções, é sempre desenhado com os nossos olhos e através de nossas mãos. De certo modo este projeto de “ser para o futuro” é inevitável e verdadeiro.
Crianças crescem, mudam, se transformam seguindo leis da natureza inscritas em seus corpos e em seus espíritos. Educar crianças e jovens significa sobrepor a este processo da natureza um outro. Um processo de integração em um mundo de vida social cotidiana através dos aprendizados essenciais de sua cultura.
Mas ao tornarmos esta “educação” a razão central do ensinar alguma coisa, estamos correndo o risco de tornar um dos atos humanos de ida-e-volta mais essenciais e mais misteriosos: o ensinar-e-aprender, algo sempre projetado para um futuro visto como uma arena de lutas, onde, uns contra os outros, vencem os mais capazes, os mais aptos, os mais competentes, os mais competitivos. Ou seja, a imagem perversa do “estudante bem sucedido” segundo os manuais de “sucesso na vida” Daí a falsa pergunta tão freqüente: “para o que serve aprender isto”? Nesta visão pragmática, as crianças precisam ser ensinadas, capacitadas, instrumentalizadas, mas não propriamente educadas. Elas precisam aprender depressa, funcional e formalmente, para serem “promovidas”. Para seguirem “sempre em frente”. Para serem lançadas o mais cedo possível “na vida”, “no trabalho”, “no mercado”.  Para um sempre “amanhã” em nome do qual o próprio presente se torna apenas um tempo a ser superado, deixado para trás. “Cresce menino, e vê se estuda e aprende para você um dia ser alguém na vida”. E talvez ele seja um “alguém de sucesso”, sobretudo se dominar cedo uma variedade enorme de linguagens do computador. Mas que lástima a vida deste “homem de sucesso”, se um dia ele descobrir que “venceu na vida” e nunca leu os livros de João Guimarães Rosa, os poemas de Cecília Meireles, e nunca ouviu os últimos quartetos de Beethoven.
Pois “ser alguém na vida” algumas vezes é:  “tornar-se uma pessoa de bem”, um “alguém honrado, confiável, criativo, generoso e co-responsável pela criação de sua própria vida e do mundo de sociedade e cultura onde ele a vive. Esta poderia ser a pessoa que vive uma vida de qualidade em seu próprio ser, Ou seja, naquilo que ela aprendeu ao se educar. Outras vezes – na maior parte das vezes – “ser alguém” é instruir-se para conquistar uma boa profissão, conseguir um bom emprego e tornar-se depressa uma “pessoa de sucesso”. Um alguém bem pobre de vida interior, mas afortunado o bastante para acumular todos os bens que lhe garantam uma boa qualidade de vida.
Ora, na verdade uma educação repressiva, reprodutiva, socialmente distribuída segundo critérios muito desiguais e, em geral utilitária e instrumental (em que a própria pessoa que aprende é percebida cada vez mais como um “instrumento no mundo dos negócios”) não era, mesmo em séculos passados, a única ou mesmo a dominante. Desde há muitos anos educadores e escolas de pedagogia procuraram compreender a criança de um outro modo, e procuraram meios de educa-la a partir da compreensão profunda de como ela era, como sentia, como pensava e como vivia, a cada momento, a sua experiência presente de vida de agora. Como meninos e meninas são em suas peculiaridades próprias e, não, como uma cópia imperfeita e inacabada da pessoa adulta e educada.
Embora bem menos do que agora, durante toda a Idade Moderna houve uma relativa variedade de teorias sobre a criança e de projetos de pedagogias a elas dirigidas. Duas singelas imagens nos ajudariam a compreender duas posições quase opostas. Em uma delas a criança é desenhada como uma lousa em branco. Como um pequeno quadro-negro vazio que compete a quem sabe: um pai, um mestre, um professor, preencher com o seu saber.  Em seu ser, em sua mente são escritos-inscritos com o saber dos adultos, os símbolos,  os saberes, os sentidos, os significados, as sensibilidades e as sociabilidades com que o infante (aquele que não fala), a criança (aquele que deve ser criado), ou o aluno (aquele que deve aprender) deveria ser educado. Com que ela deveria incorporar à disciplina do corpo, da  mente e do espírito, os conhecimentos úteis e os valores oriundos das diferentes gramáticas  da vida social de seu mundo cultural.
Em uma direção oposta, a criança era percebida como a semente lançada à terra. Ela é fertilizada, nasce, começa a crescer. É ela, a semente e, depois, a plantinha, que escolhe os rumos de seu “crescer e desenvolver-se”. Quem a educa fertiliza a terra, combate as pragas, poda alguns ramos aqui e ali. Enfim, cria as condições necessárias para que a planta, senhora de si e livre, escolha como vai crescer e  quem deverá vir a ser. Pois sem liberdade de escolha há o treinamento (como fazemos com cachorros) e a instrução, mas não há a formação derivada da  educação.
Muitas vezes na escola estamos a tal ponto imersos em uma compreensão produtivista da aprendizagem, que com a melhor das intenções as nossas perguntas curriculares de praxe dão: “o que é que uma aluna da quarta série precisa aprender e saber para ser promovida para a quinta série?” Que conhecimentos práticos, “úteis” e funcionais (como o inglês que você aprende para ler um manual de computador, e não aprende para ler a poesia de Robert Frost); “o que é que um jovem precisa adquirir (como se o saber fosse uma coisa) para passar no vestibular?”
Estas perguntas são também importantes e não devem ser esquecidas na rotina da escola. Mas elas deveriam vir depois de perguntas como: “o que é que uma criança de sete anos precisa aprender a saber para viver plenamente a experiência única e irrepetível de ser uma pessoa com sete anos?”; “O que é que um jovem deve vivenciar em sua aprendizagem para, ao invés de tornar-se um adulto competente, individualista e preocupado apenas em vencer na vida e ser uma pessoa de sucesso, vir a ser um pessoa realmente humana, um alguém cooperativo, amoroso, solidário e co-responsável não apenas pelo seu emprego, mas pelo mundo onde vive o trabalho e a vida?”

Carlos Rodrigues Brandão





[1] O livro é: A história da família no Ocidente
[2] Filhos e vítimas – o tempo da inocência. Artigo de Pascal Bruckner, no livro A sociedade em busca de valores – para fugir à alternativa entre o cepticismo e a dogmatismo,  livro coordenado por Edgar Morin e Ilya Prigogine, e Editado pelo Instituto Piaget. E, Lisboa, em 1996. Está na página 57.
[3] A Descoberta do Outro, de Gustavo Corção. Tenho comigo uma velha  2 edição da Livraria AGIR Editora, de 1945, de quando eu mesmo era um menino de cinco anos.
[4]  Campo Geral, uma das duas novelas do livro Manuelzão e Miguilim, de João Guimarães Rosa. Pode ser encontrada também no volume I da Ficção Completa,  da Editora Nova Aguilar, do Rio de Janeiro. Em minha edição, de 1994, está na página 470.
[5] Está nas páginas 28 e 29,do livro O Profeta,  de Gibran Khalil Gibran.  Há várias edições deste livro. Tenho comigo a edição de bolso da L&PM Editora,  de Porto Alegre, em 2001.
[6] Na verdade o nome completo do livro é: Educação: um tesouro a descobrir   Ele foi publicado pela Editora Cortez, de São Paulo em 1997, com o patrocínio da UNESCO e do Ministério da Educação.

33 comentários:

  1. Com a leitura do texto
    Ensinar as crianças, aprender com as crianças
    percebi, o quanto é necessário a valorização da criança. Antigamente a criança era um ser nada valorizado, a educação não era importante. O importante era ser alguém na vida. Imagine que as crianças não tinham seus brinquedos se quisessem deveriam construí-lo , na verdade essas crianças eram mini adultos pois eram criados assim. É lamentável saber de tudo isso, pois sabemos que a criança tem que ser criança, tem que brincar, aproveitar essa fase da vida, assim como a da juventude, a fase adulta. Mas lembrando que não é só passar por essa fase mas sim usufruí-la da melhor maneira possível sendo criança acima de tudo.

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  2. Texto:
    Ensinar as crianças, aprender com as crianças

    Ao ler o referido texto pude perceber as mudanças históricas de tratamento as crianças que por muitos anos as eram consideradas como seres de pequeno valor, tratados como mini adultos, forçadas muitas vezes a pular etapas do seu desenvolvimento como a infância e a adolescência, sem ter direito a escolarização, tendo apenas que trabalhar. Como não havia essa de criança ter infância e com os poucos recursos que tinham as crianças faziam seus próprios brinquedos, para serem ocupados nos poucos momentos em que poderiam brincar. Não recebiam muita atenção dos pais e familiares, mas recebiam castigos severos se não obedecessem. Esse processo acelerado da criação das crianças tornava as moças mães muito, eram propriedade dos seus pais, deixando assim de ser propriedade dos pais quando casavam para se tornar pais de família. Eram raras as crianças pobres que tinham acesso a educação, e as crianças que tinham esse acesso eram submetidas a uma educação rígida, naquela época criança não pensava, não sabia e não sentia. As crianças antes de ingressar na escola criam seu próprio mundo cheio de suas emoções, fantasias, idéias e criatividades; precisamos saber que crianças não são seres incompletos e imperfeitos, que temos que civilizar, devem ser educados onde estejam seja em casa, na escola ou na pracinha, devem ser ensinados a caminhar com seus próprios pés e achar seus próprios caminhos, ensinados por noz para se possível derem melhor que noz e devem aprender por si mesmos as suas vocações.

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  3. Letícia Thiel - Pedagogia (Passo Fundo)24 de outubro de 2012 08:36

    Após a leitura do texto "Ensinar as crianças, aprender com as crianças" - Carlos Rodrigues Brandão, pude concluir que antigamente, as crianças tinham que ser o que os seus pais ordenavam ou queriam que fossem. A educação era ministrada conforme os costumes, hábitos e valores que a família seguia. As crianças deveriam se tornar trabalhadores utéis, ou seja, deveriam aprender um ofício cedo, para virar gente adulta precocemente. As famílias não valorizavam a infância, não se preocupavam com os sentimentos, sonhos, desejos e angústias das crianças. Elas eram preparadas para obedecer e para ser alguém na vida.
    Na verdade, a criança não pode ser vista como um adulto pequeno, ela precisa ter o seu tempo e aproveitar cada fase importante da sua vida.Portanto, é fundamental que ela brinque, corra, imagine, chore, se suje, sonhe, fantasie, etc.
    A criança, ao longo do seu processo, deve aprender a escolher que caminhos quer seguir. Deve descobrir a sua vocação, buscando a sua realização pessoal e não a realização da família, ou seja, o desejo dos seus pais.
    No decorrer do desenvolvimento é fundamental que a criança aprenda a fazer, aprenda a aprender, aprenda a conviver e aprenda a ser. O fazer está baseado nas boas ações da vida social, fazer o bem para si e para os outros. O aprender é saber criar o seu conhecimento, com base naquilo que tem algum significado. Já o conviver é mais complicado, pois abrange interação com os outros, diálogo e compreensão que o mundo não é somente o que eu quero. Mas é preciso aprender a conviver de forma generosa, sem querer atropelar quem está a nossa frente. E por último aprender a ser quem você realmente quer ser, descobrir-se como sujeito realizado.
    Enfim, as crianças precisam ser valorizadas, instigadas e motivadas, para que aproveitem bem a sua infância, sem compromissos. As responsabilidades que um adulto tem, serão aprendidas por elas, com o passar do tempo e conforme o amadurecimento de cada um.

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  4. Pedagogia-Passo Fundo

    O texto Ensinar as crianças, aprender com as crianças comenta a vida das famílias antigas, onde nas residências havia quadros onde neles havia a foto de toda a família inclusive com crianças. Nestas fotos a interpretação das crianças eram a de adultos em miniatura, pois possuíam as mesmas vestimentas, os mesmos sapatos a mesma postura. As crianças não eram vistas além dessa figura, eram consideradas nulas a fazer qualquer atividade ou contribuir com certas opiniões da família, ou seja, era medida sempre por sua incompletude psíquica e cultural, além disso, eram proibidas a ouvir conversas de adultos. Não tinham brinquedos, para tê-los era preciso fabricá-los, as famílias eram numerosas e não havia nenhum luxo com roupas e nem com brinquedos.
    A criança não era exposta a vida infantil ou estimulada a ela, pois sabe-se atualmente que crianças devem começar a ter uma vida infantil de brincar de se relacionar coletivamente, em casa com o auxílio dos familiares para depois ingressar a escola e dar continuidade ás brincadeiras ao diálogo, para só assim poder crescer psiquicamente, culturalmente e sociologicamente.

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  5. Carina Moret-Pedagogia Passo Fundo24 de outubro de 2012 14:10

    Após a leitura do texto Ensinar as crianças, aprender com as crianças do professor Brandão fiquei pensando o quanto foi demorado olhar as crianças como seres pensantes e que possuem sentimentos próprios. Mas hoje, embora, sejam vistas com outros olhos não deixamos de desejar que cresçam logo, estudem, se formem e que adquiram uma profissão que lhes traga em primeiro lugar retorno financeiro, estabilidade, segurança, como o texto mesmo fala.
    Então me dei conta que pensar dessa forma é errado, ou não está de toda certa. Mas o que desejar para meus filhos, além de querer que se tornem pessoas de bem, que trabalhem e que sejam responsáveis? De momento não achei resposta. Mas o fato é que nessa sociedade que vivemos, em que o sistema capitalista exige das pessoas que sejam produtivas e consumistas para a própria manutenção do sistema, não consegui pensar em como mudar a educação, sem que haja uma mudança na sociedade, o que não é tão simples assim, pois há quem diga que se não for dessa forma a sociedade não sobrevive.
    Contudo acho muito valioso que existam pessoas empenhadas para mudar a realidade de nossa educação, pois acredito que ela é a base para as demais transformações sociais.

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  6. Aline Medina Couto24 de outubro de 2012 17:17

    Texto: Ensinar as crianças, aprender com as crianças

    Com a leitura do texto, me foi possível perceber como a evolução dos tempos foi importante para com a valorização da criança como um todo.
    Na antiguidade, como citado no texto, criança era vista como um acidente da natureza. Não tinha direitos de criança, ou seja, não tinha direito a brincar, quem dirá, a estudar.
    Sentiam necessidade de crescer depressa para que chegassem logo a idade adulta, para serem tratadas como gente, e não mais, como apenas um ser sem sentido.
    Os tempos foram evoluindo e a criança foi sendo reconhecida como gente, como alguém que tem direitos e deveres. Entre os direitos, podemos ver que brincar, atenção descente para com sua saúde e ensino de qualidade foram apenas alguns dos direitos que lhes foram facultados.
    Após essa valorização, foi-se sendo observado que as crianças, não apenas eram capazes de aprender, mas também tinham muito a ensinar, e com a sensibilidade e atenção adequadas, nos seriam grandes ensinadoras de seus conhecimentos.

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  7. Aline Aquino de Borba24 de outubro de 2012 17:50

    Após ler o referido texto Ensinar as crianças, aprender com as crianças de Carlos Rodrigues Brandão, percebi a realidade que não fora abandonada completamente, mas que já está muito melhor, pois nossa sociedade era e é capitalista, e pensa apenas no lucro, que vem da mão de obra barata, pois antigamente a criança não tinha o direito ao lazer, de brincar, usufruir de sua infância, era isolada da sociedade,sem valor, só teria valor a partir do momento em que pudesse ou trouxesse lucro ou benefícios a família, um ser criada para se transformar rapidamente num adulto e ter ser deveres.
    Antes de se transformar adulto, o único dever da criança era obedecer ao que lhe era mandado, como se fosse um mini escravo. Mas, hoje nossa realidade mudou, pois as crianças vão a escola, tem um convívio social que lhe satisfaz. Fazendo com que se tornem cada dia mais independentes, para pensar e interagir com seus colegas, pois foram criadas oportunidades aos pequenos de ir a escola, a criança é criativa, aprende facilmente, o que deve ser aproveita, fazendo brincadeiras lúdicas, que lhe ofereçam prazer e ao mesmo tempo aprendizado, o que vem acontecendo e muito.
    A cada dia me surpreendo com o mundo encantador que é trabalhar com crianças, pois ao ensinar, quem quer ser ensinado, nos faz tão bem, como faz a eles.

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  8. Rodrigo de Almeida Silveira24 de outubro de 2012 18:00

    O texto coloca a situação antiga onde os pais eram quem ordenavam o que as crianças iriam ser, a educação se dava de acordo com os valores da família, as crianças deveriam se tornar pessoas trabalhadoras, não valorizavam de nenhuma forma a infância, o que importava era ser alguém. Muito diferente de hoje, hoje criança manda e desmanda, antes não brincavam não tinham uma infância. Hoje todas tem, talvez seja por isso que as crianças estão tão rebeldes, claro que toda criança deve aproveitar a infância, brincar se divertir, mas se hoje fosse levado mais a serio como era antigamente, as crianças não seriam tão rebeldes. Enfim é texto interessante e que causa diversas discussões ...

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  9. Juliana Thaís Toqueto25 de outubro de 2012 05:02

    O texto ensinar as crianças, aprender com as crianças, mostra num primeiro momento que a criança era a réplica do adulto, isso podia ser percebido no modo de vestir, calçar e expressão das crianças, além do comportamento em si. Apesar das famílias serem numerosas as crianças eram pouco valorizadas, quase passavam por despercebidas, ou seja, sua razão era crescer o mais breve possível e tornar-se pequeno trabalhador útil. A criança era vista como coisinha, totalmente diferente do mundo da criança de hoje.
    Portanto a criança desde muito cedo estava sendo preparada para ser em curto tempo alguém na vida, era preciso começar cedo para ser gente grande. Esse começar cedo refere-se a casar-se com pouca idade, ter filhos etc. O ensino era rigoroso, a criança não podia ser livre para pensar, decidir algo e nem sentir.
    Na verdade sabemos que as crianças são pequenas, porém completos seres de pensamento e de emoção, nelas podemos observar um mundo de encantos, brincadeiras criadas por elas e sempre muito criativas. Comparado a nós adultos as crianças são muito mais criativas e vivem num mundo cheio de fantasias. É com isso que não se pensa mais com aquela idéia anterior, pois a criança não é um ser incompleto e sem valor. A criança passa por vários estágios na sua vida até se desenvolver completamente e ser adulto durante esse processo, demonstram sensibilidade e sabedoria.
    Com o texto é possível compreender que meninos e meninas devem ser educados para ser alguém na vida, para algo que vá além do simples fato de ser útil. É preciso que a criança curta cada etapa do seu processo. A criança fala por si, pensa e sente, ninguém pode ser dono de suas palavras e sentimentos, pois isso é só dela.
    No percorrer do seu desenvolvimento as crianças devem buscar encontrar, descobrir o seu caminho. E nesse processo foi criado 4 pilares da educação, onde é preciso aprender a fazer, o qual, a pessoa passa a criar contextos cooperativos além de praticar bem uma profissão. Temos ainda em segundo plano aprender a aprender, o que significa que devemos aprender a criar nossos próprios saberes e significados, isto é, adaptar devido conhecimento a nosso modo de viver e ver o mundo. Em terceiro lugar é necessário aprender a conviver, o qual considero um dos mais importantes nos dias de hoje, pois temos que saber respeitar a opinião dos outros, ouvi-los já que cada um tem um pensamento diferente. E por último o quarto pilar de educação consiste em aprender a ser, dessa forma a pessoa aprende a se transformar para a sua realização.
    Portanto, as crianças crescem, mudam e se transformam ao longo da vida. E o que vemos atualmente é que as pessoas esquecem que ser alguém não consiste em ter uma boa profissão, ter um bom emprego , este adquirido o mais de pressa possível para ser uma pessoa de sucesso, o que acontece nessa situação é que são pessoas vazias por dentro, com poucas vida interior, pois não aproveitaram as etapas da vida como deveriam, apenas tiveram gana de ter um bom emprego e acumular bens que garantam uma boa qualidade de vida. Mas por outro lado quem consegue ser alguém na vida tornando-se uma pessoa do bem, honrado e confiável, criativo e generoso além de responsável pela criação de sua vida, essa pessoa seria a pessoa de sucesso, que vive uma vida de qualidade, pois foi o que ela criou com seus esforços, com o que aprendeu ao se educar.
    O texto de Brandão é um ótimo referencial, possui clareza nas idéias e propõe ao leitor uma vasta reflexão, onde nos faz pensar sobre que educação queremos, que caminho devemos seguir, o que vamos ensinar aos nossos alunos, se é algo que ele precise no momento em que está ou algo que ele precisa saber para passar de ano. Bom, em meu ponto de vista ele precisa saber os dois, mas a grande ênfase deve ser dada as necessidades do ano, pois ele não pode passar a aprender algo mais avançado sem ter aprendido a primeira parte de devido conteúdo.

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  10. Elisandra Zanotto - Pedagogia (Passo Fundo)25 de outubro de 2012 06:23

    Com a leitura do texto “Ensinar as crianças, aprender com as crianças” de Carlos Rodrigues Brandão, foi realçada a importância da criança em nossa sociedade. Antigamente a criança não era valorizada, apenas era educada para viver uma vida adulta, não tinha os prazeres de uma criança, como brinquedos, roupas, cuidados, sendo socializadas com castigos violentos. A criança era o que o adulto queria que ela fosse, crescia ligeiro, casava-se e formava uma família, tudo muito rápido. As coisas mudaram, as crianças têm tudo o que querem, tem seu quarto, seus amigos, sua liberdade, tem um mundo de fantasia ao seu redor. Por um lado isso “estraga” a criança, pois no futuro ela terá que aprender a se virar sozinha, a trabalhar a criar uma família. Muitas crianças são mimadas, quando crescem, não conseguem administrar sua própria vida. A criança continua aprendendo com os adultos a ser uma pessoa melhor, mas tem seu tempo de criança, que passa muito ligeiro e deve ser valorizado pelos adultos que a cercam. Se a criança não aproveitar as fases da sua vida, nunca vai aproveitar nada, pois depois que ela crescer tudo vai mudar. Os adultos também devem aprender com as crianças o lado bom da vida, um ensinando o outro. A vida é assim, quando pequenos aprendemos com os adultos, quando adultos aprendemos com as crianças, por isso todos devem ser valorizados dentro da nossa sociedade.

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  11. Jessica Romanoski Pedagogia Passo Fundo25 de outubro de 2012 11:39

    O texto ensinar com as crianças, aprender com as crianças, de Carlos Rodrigues Brandão, expõe sobre como era a vida das crianças antigamente, onde as mesmas eram pequenas e ao mesmo tempo tinham características de adultos. Estas quase não tinham roupas que fossem adequadas, quase todos os brinquedos eram construídos em casa, não tinham um quarto só pra elas.
    Assim, as crianças desde cedo trabalhavam para ajudar os seus pais, também se casavam muito cedo para formarem as suas famílias e, estas, eram educadas para ser alguém na vida.
    Hoje as crianças têm os seus brinquedos, tem o seu quarto, brincam com os seus amigos, vão para a escola e não trabalham.
    Deste modo, não devemos ver a criança como um adulto e sim como crianças que tem suas fantasias, as suas emoções, os seus desejos e os seus sonhos.

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  12. Jessica Romanoski Pedagogia Passo Fundo25 de outubro de 2012 11:43

    O texto Ensinar as crianças, aprender com as crianças, de Carlos Rodrigues Brandão, expõe sobre como era a vida das crianças antigamente, onde as mesmas eram pequenas e ao mesmo tempo tinham características de adultos. Estas quase não tinham roupas que fossem adequadas, quase todos os brinquedos eram construídos em casa, não tinham um quarto só pra elas.
    Assim, as crianças desde cedo trabalhavam para ajudar os seus pais, também se casavam muito cedo para formarem as suas famílias e, estas, eram educadas para ser alguém na vida.
    Hoje as crianças têm os seus brinquedos, tem o seu quarto, brincam com os seus amigos, vão para a escola e não trabalham.
    Deste modo, não devemos ver a criança como um adulto e sim como crianças que tem suas fantasias, as suas emoções, os seus desejos e os seus sonhos.

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  13. Thaís Halana Migliorança Pedagogia Passo Fundo25 de outubro de 2012 15:27

    Com a leitura do referido texto de Carlos Rodrigues Brandão, "Ensinar as crianças, aprender com as crianças, nos retrata como era antigamente a vida das crianças, onde não eram valorizadas, apenas educavam para serem adultos, não tinham todo aquele afeto que nos dias de hoje é dado. As crianças desde cedo trabalhavam, tinham que se casar cedo para formarem um família. As crianças de hoje, tem seus brinquedos, amigos para se divertirem, vão para escola, e como lei, são proibidas do trabalho escravo.
    Portanto, não podemos ver a criança como escrava, pois ela é indefesa, temos que ver elas com suas emoções, desejos, brincadeiras, com muita felicidade em seu olhar.

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  14. A criança não era valorizada antigamente so adquiria seu valor após o crescimento que ra quando começava a produzir, mas ainda bem que os tempos são outros, a criança tem sim seu valor, e acima de tudo tem o direito a uma boa educação a saúde de boa qualidade, tem o direito a brincar a ser feliz e ser respeitada e amada.

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  15. Ao ler o texto Ensinar as crianças, aprender com as crianças, de Carlos Rodrigues Brandão, pude perceber como as crianças antigamente eram desvalorizadas, não tinham voz perante a sociedade, ou mesmo na família eram consideradas robôs, sem pensamento, sem ter o "querer". Simplesmente essas mesmas crianças não viam a hora de virarem adultas, o que a escola mesmo as ensinava, serem adultas antes do tempo.
    Um exemplo disso vemos, pelos nossos avós e até mesmo os nossos pais. Eles tinham que trabalhar na roça desde cedo, cuidar dos irmãos mais novos enquanto os pais não estavam em casa, as meninas deveriam ajudar nos afazeres domésticos desde pequenas, subiam até em um banquinho pra lavar louça, eram responsáveis pelo almoço, dente outros afazeres... perdiam a fase de brincar, imaginar, sonhar, se divertir para trabalhar. Ainda há crianças que ganham muitas responsabilidades desde cedo, mas diminuiu bastante esse número,pois agora há leis que amparam os pequenos e que dão direito a eles de serem crianças na sua totalidade.
    Acredito, que as criança devem ser consideradas como crianças, não como gente grande, nem como uma pessoa incapaz de pensar por si mesma, mas sim seres cheios de encanto, de imaginação, de gostos, de carinho, de amor, seres capazes de escolher, de fantasiar, de sentir, de se alegrar, mas também de ficar tristes, seres que sabem ver o mundo, do jeitinho deles, mas sabem, e como sabem, pois através dos seus atos puros vemos a beleza que o ser humano deve ser.

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  16. Natália L. Augustin25 de outubro de 2012 15:43

    Natália L. Augustin (Pedagogia Passo- Fundo)

    Com o texto Ensinar as crianças, aprender com as crianças, de Carlos Rodrigues Brandão a gente pode fazer uma reflexão e valorizar até mesmo tudo que já foi conquistado. Quando li a respeito de antigamente parecia que escutava minha mãe falando da época que ela vivencio. Ao mesmo tempo percebemos o tamanho da "responsabilidade" que de pequenos já começavam a receber, e logo passava despercebido a infancia dessas crianças. A criança de hoje ela é adaptada conforme sua idade e até mesmo seu desenvolvimento, contudo podemos dizer que tem suas roupas, brinquedos, quarto, amigos de acordo com sua idade ou seja de criança.
    Antigamente a criança não tinha o valor e atençao até que recebem hoje,elas eram ensinadas para vida adulta desde pequena e com suas responsabilidades.
    Portanto respeite a idade de seus filhos, alunos pois eles tem que vivenciar sua infancia aproveitando tudo e até mesmo nos ensinando com suas fantasias e desejos.


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  17. Com a leitura do texto “Ensinar as crianças, aprender com as crianças” de Carlos Rodrigues Brandão, mostra que além das famílias serem grandes as crianças eram pouco valorizadas, quase passavam por despercebidas, por isso elas queriam crescer o mais breve possível e tornar-se pequeno trabalhadores úteis. Portanto a criança desde muito cedo estava sendo preparada para ser em curto tempo alguém na vida, era preciso começar cedo para ser gente grande.
    O texto nos mostra que as crianças devem ser educadas para conquistarem uma posição no mundo como adulto, tendo opinião própria e podendo manifestá-la. Pois se não tiverem isso elas não viveram sozinhos, não constituirão uma família e não conseguirão trabalhar individualmente sem a ajuda do outro. A criança continua aprendendo com os adultos a ser uma pessoa melhor, mas tem seu tempo de criança, que passa muito ligeiro e deve ser valorizado pelos adultos que a cercam. Se a criança não aproveitar as fases da sua vida, nunca vai aproveitar nada, pois depois que ela crescer, tudo irá mudar. Os adultos também devem aprender com as crianças o lado bom da vida, um ensinando o outro. Pois aprendemos assim, as crianças aprendem com os adultos e transmitem o que sabem para os mesmos.

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  18. Gabriela Pasinatto25 de outubro de 2012 15:58

    Terminando a leitura do texto "Ensinar as crianças, aprender com as crianças" - Carlos Rodrigues Brandão, pode-se perceber que tempos atrás, as crianças eram frutos do que seus pais planejavam, exatamente. A educação era baseada nos costumes, hábitos e valores que a família havia mantido. As crianças se dedicavam exclusivamente ao trabalho, em ter serventia, não em ser crianças incapacitadas. Nãohavia valorização da infância, da brincadeira, das folias, era tudo muito rígido e dedicado somente a mão de obra.
    Com certeza é importante que a criança aprenda a fazer as coisas, a se tornar adulto, mas tudo tem seu tempo, não se pode pular uma parte do desenvolvimento. O brincar, o se sujar, o fazer bagunça, as emoções, as fantasias, são aspectos que só com ele a criança vai aprender muita coisa, e jamais deve-se ver uma criança como um adulto.

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  19. Ao ler o texto Ensinar as crianças, aprender com as crianças, mostra a importância da criança ser valorizada,pois antigamente pouco se conversava e se interagia o que é muito errado pois é desde cedo que a criança precisa de atenção. Por isso percebe-se o quanto as crianças de hoje ja nascem mais evoluidas, desenvolvidas e curiosas com isso mostrando a importancia de ensinar a criança e tambem aprender com elas.

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  20. Ana Claudia Parizotto - Pedagogia Passo Fundo25 de outubro de 2012 16:42

    Após ler o texto ‘Ensinar as crianças, aprender com as crianças’, consegui perceber que as crianças em tempos eram desvalorizadas, a criança desde muito cedo estava sendo preparada para ser alguém na vida, eram criadas como adultas, construíam seus próprios brinquedos, tinham que ajudar seus pais, não possuíam roupas adequadas para se vestir e com isso era esquecido o quanto é necessário a valorização da criança. Hoje em dia, a maioria das crianças possuem o que precisam, brinquedos roupas, vão a escola, e é muito raro crianças trabalhar pois é proibido. Assim não devemos ver a criança como adulto, e sim como um ser que deve brincar, aproveitar da melhor maneira possível essa fase, com felicidade, emoções, pois as mesmas são cheias de imaginação.

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  21. Jéssica Paula Nervis - Pedagogia Passo Fundo25 de outubro de 2012 17:24

    Após a leitura do texto “Ensinar as crianças, aprender com as crianças”, o autor Carlos Rodrigues Brandão comenta sobre a constituição familiar de antigamente e destaca que as famílias eram bastante numerosas pelo elevado número de filhos.
    As famílias tinham como função: ensinar, educar e tornar seus filhos trabalhadores desde cedo. Por esse motivo, ocorria com as crianças um processo apressado de seu desenvolvimento, sendo que muitas meninas enquanto pequenas já estavam casadas e até com filhos.
    Desde pequenas as crianças eram consideradas como seres sem lugar próprio, quase nada de comida, de roupas, de calçados, de cuidados especiais e principalmente de carinhos por parte de seus pais.
    Portanto, se fizermos comparações com as crianças de antigamente com as de hoje, percebe-se que existe muitas diferenças entre elas. Que as crianças de agora possuem sua própria opinião e pensamento, seguem seus sentimentos , emoções e são seres que inventam suas próprias brincadeiras, abusando da criatividade, sendo assim nos encantam e emocionam.

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  22. Ana Paula Kovaleski (PEDAGOGIA PASSO FUNDO)25 de outubro de 2012 17:31

    O texto “Ensinar as crianças, aprender com as crianças” de Carlos Rodrigues Brandão, nos sugere a pensar como são vistas e tratadas às crianças por nós, educadores e adultos. Se por um lado muitos a enxergam como adultos semiacabados, onde devem procurar e pensar desde cedo no sucesso profissional e na estabilidade econômica, por outro, muitos as veem como pessoas em formação que pretendem entender o que se passa a sua volta e entre seu grupo social.
    Porém, a principal visão dos adultos sobre as crianças, há séculos atrás era justamente de seres em miniaturas, em que nada faziam diferença; nem ajudavam, nem atrapalhavam. Eram vistos como o próprio autor define, como verdadeiros apêndices, que estavam esperando para “virar gente”, se tornarem adultos. Então, acabavam por serem vestidas como adultos e tratadas indiferentemente. Eram poucas as que frequentavam a escola e seus brinquedos eram elas próprias que fabricavam. Ficavam à espera do momento de se tornarem adultos, para que pudessem formar uma família, trabalhando e tendo filhos desde cedo, isso acontecia ainda na adolescência. Portanto, era a partir daí que podiam sonhar, ter expectativas e ideias próprias, pois antes não lhes era permitido, pelo fato que consideram a criança como um ser não pensante.
    E é justamente neste fator que houve alteração daquela para esta época, no jeito de perceber e tratar as crianças. Hoje elas podem brincar, se relacionar, compreendendo o que está ao seu redor, sem deixar de se preocupar com o futuro. Mas se preocupando principalmente com o ser criança e o saber, a ser aprendido. Esta é a tarefa de bons educadores, preparar, mas sem deixar de lado a infância da criança, não se preocupando na tarefa de formar um profissional que busca somente o capital, mas sim em como formar um bom cidadão, honrado, confiável, criativo, generoso e corresponsável, como define o próprio autor.

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  23. Carolina M. Gnoatto25 de outubro de 2012 20:37

    Pedagogia Palmeira Ddas Missões - Carolina Mistica Gnoatto

    As crianças eram vistas como mini adultos. Não existia hora de brinca, de dormi, não existia comida de bebes, quarto de criança, elas não eram bem vistas pela sociedade daquela época. Muitas vezes pulavam as etapas do seu desenvolvimento como a infância e a adolescência. Hoje os tempos mudaram e as criança foram sendo reconhecida como gente, como alguém que tem direitos e deveres de brinca, de ter um ensino de qualidade, de saúde, de atenção, de ter infância.

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  24. Pedagogia Passo Fundo

    Após a leitura do texto “Ensinar as crianças, aprender com as crianças”, o autor Carlos Rodrigues Brandão comenta sobre as famílias que tinham como função: ensinar, educar e tornar seus filhos trabalhadores desde cedo,desde pequenos as crianças eram consideradas como seres sem lugar próprio,não tinham nada de comida,roupas, calçados,os cuidados especiais era principalmente o carinho por parte de seus pais.
    È importante que ela brinque,corre,imagine,chore,sonhe, se divirta, mas também é importante que a criança aprenda a fazer as coisas, a se tornar adulto, mas tudo tem seu tempo, o texto é ótimo pois faz nós pensar sobre sobre que educação queremos, que caminho devemos seguir, o que vamos ensinar aos nossos alunos. Podemos concluir que todo adulto aprende alguma coisa com a criança e que todas as crianças devem ter o direito de brincar e ter uma boa qualidade de ensino.

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  25. Bruna Girotto Vedoi
    Pedagogia Palmeira das Missões

    ENSINAR COM AS CRIANÇAS ,APRENDER COM AS CRIANÇAS.
    Relata que n antiguidade as crianças ao nascer eram retiradas de seus pais e entregues a amas, babas. Ao atingir uma certa idade eram entregues aos seus pais para que ajudassem a trabalhar ,elas não tinham direito de brincar, estudar e ainda eram castigados com um certo rigor. Comiam muito pouco, eram tratados como adultos. Os vestuários eram iguais e frequentavam os mesmos locais. Hoje em dia a realidade é outra. As crianças são reconhecidas e tratadas conforme sua idade, tem direito de brincar, uma educação de qualidade e aproveitar sua infância. Sonhar e ver o mundo de uma forma diferente. Os adultos aprendem muito com as crianças, aprender a ter amor pelas coisas e a entender que as crianças são especiais e fundamentais para o futuro melhor.

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  26. Maria Carolina Balansin da Silva -Pedagogia Palmeira das Missões.
    Através da leitura do texto pude reviver um pouco de outras épocas, me comovendo ao ver o quanto eram desvalorizadas as crianças, presas num tempo onde eram mal tratadas, deixadas de lado, sem educação, sem brincadeiras, sem amor, consideradas apenas propriedades e escravos de suas próprias famílias. Hoje sinto orgulho em poder dizer que esses tempos passaram, pois agora as crianças são tratadas com respeito, amor e carinho, são valorizadas, tem direito a educação e uma vida repleta de amizades, brincadeiras, carinho dos pais, boa saúde, alimentos do seu gosto, ou seja, hoje tem o direito de serem crianças.

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  27. O texto ensinar as crianças e aprender com as crianças de Carlos Rodrigues Brandão relata como era a realidade das crianças no século XVII onde as crianças eram vistas como miniadultos onde tinham que se tornarem trabalhadores uteis. A infância não era valorizada a criança não tinha direito de brincar, não tinha direito de estudar e acima de tudo não tinha direito de sonhar e viver a sua infância.
    Como sabemos no mundo de hoje as crianças, ou seja, a maioria das crianças não são mais tratadas como antigamente que eram tratadas como adultos hoje a criança tem direito de estudar, de brincar, de sonhar e ter a sua liberdade.
    A criança precisa viver a sua infância. Antigamente a criança era vista como responsável pelo sustento familiar e só tinha valor a partir do momento que trouxesse lucro ou benefícios para a sua família.
    As crianças são o nosso futuro do amanha por isso devem ser valorizadas e terem o direito de brincar, fazer amigos, imaginar, sonhar e se divertir, pois a infância no meu ver é melhor fase da vida.
    criança deve ser educada para aprender a encontrar, com o andar de seus proprios passos os seus proprios caminhos.

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    1. Pamela Moreira pedagogia Palmeira das Missões

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  28. Taize Girotto Vedoi PEDAGOGIA PALMEIRA DAS MISSÕES

    Nos séculos passados as crianças eram consideradas as copias dos adultos se fasiam passar por adultos,considerados um erro,um acidente da natureza,não tinham muitos previlegios,teriam que trabalhar para ser util.
    Em nosso novo mundo de tecnologias as crianças podem ter acesso a um mundo de moderniade,onde as crianças poder ser vistas como crianças e poder usufluir disso.

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  29. Após ler o texto Ensinar as crianças, aprender com as crianças percebi como as crianças eram tratadas antigamente. A sua infância não era valorizada, a criança não tinha direito de brincar ou muito menos tinha um brinquedo para se divertir. O que tinha era construído por ela mesmo. A criança muitas vezes não ia a escola, e era vista pelos pais como trabalhadores desde cedo. Hoje a realidade já é outra, a criança tem seus próprios direitos assim como tem seus deveres também. A criança precisar ser vista como um ser que precisa de carinho, de amor de afeto, enfim precisa ser cuidada e educada pela família. Atualmente trabalho com crianças em uma escola de educação infantil e vejo o quanto é gratificante trabalhar com elas, ver o seu sorriso, a sua imaginação, a alegria quando recebe um carinho, isso sim não tem preço. Posso dizer que ao mesmo tempo que estamos ensinando, estamos aprendendo muito com elas.

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    1. Kassiana Klesener - Pedagogia Passo Fundo

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  30. Angélica Paula Schneider- Pedagogia Passo Fundo27 de outubro de 2012 09:20

    Após a leitura do texto "Ensinar as crianças, aprender com as crianças" -Carlos Rodrigues Brandão podemos notar o quanto a sociedade cada vez mais vem se aperfeiçoando. Nas famílias de antigamente as crianças eram desafortunadas e imperfeitos espelhos de como os seus pais achavam que elas deveriam ser, por a maioria das famílias daquela época ser numerosas as crianças ganhavam responsabilidade cada vez mais cedo, tornando-se pequenos trabalhadores, aprendiam ofícios uteis com os mais velhos e ate mesmo com os pais, e assim tornavam-se adultos precoces.
    As brincadeiras eram inventadas e criativas conforme a disponibilidade de matérias, na maioria das vezes utilizava-se (pedaços de madeiras como carrinhos ou espigas de milho como bonecas) devido as condições da época ser menos favorável. As crianças eram socializadas com rigor e castigos violentos.
    As crianças eram propriedade de seus pais, servas de suas famílias Raras crianças que podiam frequentar uma sala de aulas. Os que prosseguiam os seus estudos, sobretudo eram entregues a uma educação rigorosa e muito pouco sensível aos seus sentimentos e pensamentos.
    Mas as crianças de antes como as de agora, tinham e seguem tendo os seus sentimentos, suas emoções, suas sensibilidades, seus pensamentos e suas ideias, e sonhos. Embora estejam sujeitas ao “mundo das pessoas grandes”.

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  31. Fernanda Friedrich29 de outubro de 2012 08:15

    O texto ensinar as crianças, aprender com as crianças, trata de como era a vida das crianças. Naquela época por volta do século XVII, às crianças eram replicas dos seus pais ou mestres, as mesmas não eram valorizadas, eram consideradas um acidente da natureza ou da vontade de Deus, por esse motivo deveriam deixar de ser crianças o mais cedo possível tendo assim, como função tornar-se um pequeno trabalhador útil e as mais nobres aprender a ler e escrever, ou seja, “virar gente”. As raras crianças pobres que estudavam sentavam em bancos duros de uma sala de aula e eram socializadas com rigor e castigo, a vida humana começava realmente entre os 7-10 anos. Os brinquedos eram raros construídos pelas próprias crianças. Pode-se dizer que nessa época as crianças e jovens existiam para aprender e principalmente a obedecer às ordens de seus mestres. O sentimento da infância nasce, na Europa, como sentimento da família e com a constituição, pelas grandes ordens religiosas, de uma educação separada, que preparava a criança para á vida adulta. Dessa forma, Brandão em seu texto deixa claro a importância da vida das crianças em nossa sociedade, mas que naquela época não eram valorizadas, não podiam brincar, não tinham roupas adequadas, eram pequenos-adultos, com isso, Brandão em seu texto tem o objetivo de propor o leitor uma reflexão de que educação nós queremos para as nossas futuras crianças.

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