
| O IMAGINÁRIO INFANTIL A criança é dependente de estimulação e precisa da excitação amorosa desde o primeiro dia de vida. As habilidades que o cérebro de uma pessoa pode desenvolver dependem das experiências que ela teve nos primeiros três anos de vida. A criança é jogada nessa roda-viva de emoções, sem preparo, introduzida ao nosso mundo de imagens multifacetadas, existências diversas e fantasias surreais. Aos poucos ela vai abrindo os olhos para este novo estado de coisas que vão aparecendo na tela de sua vida, compondo um cenário fantástico e incompreensível, moldando um sem fim de fantasias que aos poucos vão se firmando em sua mente, e moldando o seu novo universo pelo qual ela irá participar como atora e autora até a sua maior transformação como ser natural. O imaginário é parte inseparável de nossa existência. Faz parte do nosso cotidiano, e é por isso que se diz que o homem é um ser simbólico. Toda criança sente uma atração para teatralizar, pois tem inata a tendência de representar, onde em suas brincadeiras está sempre dramatizando, fazendo teatro, imitando em seu mundo – miniatura. A dramatização é uma atividade criadora que envolve todos os tipos de expressão (oral, corporal, plástica, musical) e é, por isso mesmo, riquíssima. A partir das histórias lidas, a criança observa, modifica, acrescenta, transpõe para o plano pessoal, fantasiado, inventando, para então reproduzir, exprimindo-se. E é aí que mora o perigo! Com essa predisposição natural ao lúdico, a criança em sua inocência absorve imagens e situações, processando-as com o objetivo de torná-las alegres e divertidas, criando o brincar na sua mais primitiva e pura forma de manifestar a alegria e satisfazer a necessidade de descarregar toda a energia que o seu corpo começa a gerar. Entendemos então o motivo pelo qual tantas crianças acham a arma de seus pais e acabam por matar seus irmãos(a), tudo não passa de brincadeira para elas. |
| Tanandra Aparecida Knetz de Camargo - Email: 128188@upf.br |
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