
| Duas citações para, nós professores de educação infantil e ensino fundamental I, pensarmos um pouco a respeito do ensino de matemática: "Muitas pessoas atribuem as dificuldades escolares dos alunos à vida que estes levam fora da escola. Não se pode descartar essa interpretação, fundamentada em muitas pesquisas sociológicas. Ademais, as respostas dos alunos mostram os efeitos da vida cotidiana sobre a relação com a matemática, em particular quando eles dizem que esta deve ser aprendida para conferir o troco e medir casa e roupa. Entretanto, não se pode explicar tudo pelo que acontece fora da escola. Quando iniciam a sua vida escolar, os alunos de ambos os sexos falam de estudo e até de prazer, e as meninas acham que são boas em matemática. Quando estão na 5ª série, os alunos priorizam a lógica da nota, e as meninas avaliam-se ruins ou médias em matemática. Essas mudanças na relação com a matemática, não podem ser atribuídas às condições sociais de vida; são, antes de tudo, consequências das práticas de ensino. Logo, a situação pode tornar-se melhor se forem reformadas essas práticas". (SILVA, 2009, p.105). "Quanto mais tempo as crianças vão à escola, menor a proporção das que gostam da matemática. Dito de outra forma: para muitos alunos, a matemática é uma história que começa bem e termina mal. Essa evolução é preocupante: a escola deve fomentar o gosto de aprender e há um problema pedagógico e didático se ela apaga o gosto pela matemática". (SILVA, 2009, p.112). Referência: SILVA, Veleida Anahí da. Por que para que aprender matemática? São Paulo: Cortez, 2009. |
| Carina Tonieto - Email: katonieto@gmail.com |
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