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Paloma Neto Rodrigues - Pedagogia Passo Fundo

Algumas pessoas ainda caem num erro quando o assunto é educação especial. Muitos pensam que se trata de salas de aulas compostas somente por pessoas com deficiências, sem a presença de alunos da educação regular. A verdade é que isso é coisa do passado. A educação é um direito de todos os indivíduos, entretanto é importante ressaltar o novo papel da Pedagogia, voltada para 'educar as diferenças'. Segundo Mantoan (2003, p.5) 'educar é empenhar-se por fazer o outro crescer, desenvolver-se, evoluir'.
"A escola está para todo o mundo e cada pessoa tem a sua especificidade". A gente deve trabalhar com a perspectiva de inclusão, pois, educação é um direito de todos. A ideia central é juntar alunos com deficiências aos outros estudantes, todos numa mesma classe.
"O ideal é que os alunos deficientes tenham os mesmos temas do que os estudantes regulares, mas, claro, a forma de ensino tem que ser aplicada conforme as necessidades dos especiais." Uma sala de aula inclusiva deve se adequar e criar condições para que todos possam evoluir, moldando o conteúdo para o nível adequado de cada aluno, mas para isso é necessário que o professor tenha o conhecimento prévio da turma, levando em conta as particularidades de cada individuo.
Precisamos trabalhar a educação, para que a escola construa um mundo melhor para todos e que inclua no seu convívio todo, independentemente de padrões de normalidade.
Uma das formas de trabalhar esses fatores em sala de aula é por meio do processo teoria-prática. Paulo Freire relaciona a teoria e a prática de forma indivisível. Para Freire não faz sentido a elaboração de uma teoria sem uma prática condizente com a realidade do aluno, que não esteja relacionada com o meio que o indivíduo está inserido. E é a partir deste processo teoria-prática que será planejado e organizado o processo ensino-aprendizagem, cabendo ao professor transmitir para o aluno uma mensagem por trás de tudo que é trabalhado em sala de aula, seja leituras, viagens, músicas, jogos, etc. Mas que transmita para o aluno algo que o leve a fazer uma relação com suas experiências dentro e fora da escola de uma forma interpessoal e multidimensional. É formar um aluno ativo e participante não apenas nas semanas das provas.
A presença do portador de necessidades educativas especiais na escola regular, inclusive nas classes comuns e um verdadeiro desafio para a escola brasileira em relação à qualificação de recursos humanos, que atendam as necessidades educacionais desses alunos, em qualidade e acesso.
Os avanços da Inclusão transformam a concepção tradicional, alterando as ideias de ensino especializado e exigindo mudanças na formação de professores e gestores, buscando novas formas de planejamento e organização pedagógica de recursos e propondo uma nova ideia do direito a educação.
A inclusão hoje está caminhando lentamente, mas essa transformação do sistema educacional brasileiro e necessária para que todos tenham acesso à educação.



Referências
Disponível em: Acesso em 18 out.2012.
Disponível em: < http://www.pedagogia.com.br/artigos/inclusao/index.php?pagina=0> Acesso em 18 out. 2012



Paloma Neto Rodrigues  -  Email: paloma_zacaro@hotmail.com

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