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Educação Pré-Escolar



Olá galera do blog de olho na Educação Pré-Escolar, aqui vai mais algumas dicas:
DESCOBERTA DE UM UNIVERSO: A EVOLUÇÃO DO DESENHO INFANTIL
Autora: Thereza Bordoni
A autora fala que são poucos os pesquisadores que se ocupam dos aspectos estéticos dos desenhos infantis, desse modo ela nós apresenta alguns, como: 
· LUQUET, que fala da fase do rabisco, onde distingue quatro estágios:
1- Realismo fortuito: Começa por volta dos 2 anos, onde põe fim ao período chamado rabisco e passa a nomear seus desenhos.
2- Realismo fracassado: Entre 3 e 4 anos tendo descoberto a identidade dos objetos, começa a reproduzi-los.
3- Realismo intelectual: Dos 4 aos 10-12 anos, onde desenha não mais o que vê do objeto mas sim aquilo que sabe.
4- Realismo visual: Geralmente por volta dos 12 anos, descoberta da perspectiva e a submissão às suas leis.
· SULLY afirma que não devemos entrever nenhum senso verdadeiro artístico no desenho da criança, porém reconhece o lado original e sugestivo, afirmando ainda que as crianças são mais simbolistas do que realistas, por isso nunca se diz, sempre se pergunta o que a criança desenhou.
São os psicólogos, no final do século XIX que realizam as primeiras descobertas dos desenhos e publicam.
Através do desenho as crianças fazem uma relação próxima com a percepção do adulto, onde seus primeiros rabiscos são em livros e folhas estimulados pelos mesmos.
O desenho está também intimamente ligado com o desenvolvimento da escrita.
Em cada estágio apresentado aqui, o desenho assume um caráter próprio, que varia de cada idade.
· MARTHE BERSON distingue três estágios do rabisco:
1- Estágio vegetativo motor: Por volta dos 18 meses, o traçado e mais ou menos arredondado, conexo ou alongado, além disso, o lápis não sai da folha.
2- Estágio representativo: Entre 2 e 3 anos, a criança passa do traço continuo para o descontinuo, podendo levá-la a comentar sobre seu desenho.
3- Estágio comunicativo: Começa entre 3 e 4 anos, vontade de escrever e de se comunicar com os outros, por isso o traço é em forma de dentes de serra, pois procura reproduzir a escrita dos adultos.
PIAGET trás 5 estágios :
1- Garatuja: Fase sensório motora (0 a 2 anos) e fase pré-operacional (2 a 7 anos). A criança demonstra prazer em desenhar, a figura humana é inexistente ou imaginária. A cor é secundária, aparecendo o contraste pelo contraste. Pode ser dividida em:
· Desordenada: Em relação à expressão, vemos a imitação, ou seja, "eu imito, porém não represento".
· Ordenada: Interesse pelas formas, movimentos longitudinais e circulares. A figura humana pode aparecer de maneira imaginária.
2- Pré- Esquematismo: Os desenhos são dispersos, a figura humana torna-se uma procura de um conceito. Na utilização das cores, pode-se usar, mas não há relação com a realidade.
3- Esquematismo: Fase das operações concretas (7 a 10 anos). Já tem definido um conceito sobre a figura humana, porém aparecem alguns desvio, como: exagero, negligência, omissão ou mudança de símbolo. Existe a descoberta quanto à cor, cor-objeto. Aparece na expressão o jogo simbólico coletivo ou jogo dramático e a regra.
4- Realismo: Abandona a linha de base, bem como da figura humana e da cor, dando enfoque ao emocional. Já diferencia os sexos e aparecem as formas geométricas.
5- Pseudo Naturalismo: Fase das operações abstratas (10 anos em diante). Inicia-se aqui a investigação de sua própria personalidade. Aparecem dois tipos de tendência: visual e háptico. Na figura humana as características sexuais são bem exageradas, tendo uma conscientização no uso das cores, podendo ser objetiva ou subjetiva.
Referências Bibliográficas
LUQUET, G. H. Arte Infantil. Lisboa: Companhia Editora do Minho, 1969;
MALVERN, S. B. "Inventing 'child ast': Franz Cizek and modernism" In: British Journal of Aesthetics, 1995, 35(3), p. 262-272;
MEREDIEU, F. O desenho Infantil. São Paulo: Cultrix, 1974;
Naville, Pierre. "Elements d'une bibliographie critique". In: Enfance, 1950, n. 3-4, p. 310. Parsons, Michael J. Compreender a Arte. Lisboa: Ed. Presença, 1992.
PIAGET, J. A formação dos símbolos na Infância. PUF, 1948;
RABELLO, Sylvio. Psicologia do desenho Infantil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1935;
READ, HEBERT. Educação Através da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1971;
RIOUX, George. Dessin ET Structure Mentale. Paris: Presses Universitaires de France, 1951.
Espero que tenham feito bom proveito desse conteúdo.

Daiane Farina
Pedagogia Passo Fundo

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