
"O que queremos com isto é alertar os educadores para que reflitam sobre sua prática pedagógica. Em qualquer trabalho de educação, junto a qualquer classe social, e, particularmente, junto às camada populares, o princípio fundamental é priorizar a MANIFESTAÇÃO, a EXPRESSÃO, ou seja, deixar que o educando FALE, que coloque suas idéias, que seja capaz de descrever e analisar sua realidade. Assim, será capaz de transformá-la. A democracia só pode ser exercida através da participação popular, o que implica este longo processo educacional de exercício democratico".(LIMA.Adriana S.O.1996.p.24) "Acreditamos, no entanto, que não é necessária tanta teoria para que um professor observe e compreenda a necessidade que uma criança tem de ação, de movimento. Nossas escolas tendem a conter esta energia natural das crianças, através de um sistema repressivo, conhecido por "normas disciplinares". Em vez disso, a escola deveria organizar esta energia de forma produtiva, através da atividade: jogos e brincadeiras que envolvam, a um só tempo, ação, aprendizagem e prazer".(LIMA.Adriana S.O.1996.p.26) "A criança não vai viver no mundo em que nós vivemos e, por tanto, tem direito de construir o mundo em que vai viver. Conversando com uma criança de dez anos sobre guerra nuclear, ela nos disse: "Eu acho que os adultos têm inveja porque eles vão morrer, e a gente, criança, é que vai ficar, e aí, eles querem destruir o mundo". Talvez essa criança tenha uma profunda razão no que diz. Muitas vezes queremos impor formas de ser,que, no fundo, apenas revelam como somos frustados por não termos feito diferente ou porque somos incompetentes para mudar. A velha frase de que a criança de hoje é o homem de amanhã não deveria ser esquecida".(LIMA.Adriana S.O.1996.p.31) |
Fernanda da Costa - Email: fernanda._dacosta@hotmail.com |