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A minha opção por Gestão Escolar, com foco principalmente em Orientação Escolar justifica-se pois já trabalho há alguns anos em uma escola de Ensino Médio e Técnico e já venho atuando junto a Orientação e Supervisão, acompanhada obviamente por Supervisores e Orientadores habilitados. Sou Servidora Pública Estadual e Municipal na área da educação ( Agente Educacional II, Inteiração com o Educando, desde ano de 2000) mas não tenho Pedagogia e nem especialização na área de gestão, dai a necessidade e a importância de estar cursando Pedagogia na UPF, o que está me ajudando muito em meu desempenho junto a escola, (também trabalhei junto a uma escola de educação infantil, durante 05 anos, serviu como experiência, mas sinto que minha vocação não é trabalhar com os pequenos) Apesar de trabalhar a alguns anos com adolescentes, ainda tenho muitas dúvidas, sobre como agir de forma que meu trabalho seja satisfátoria e produtivo, tanto para os alunos como para a Direção da escola. A Pedagogia abre um leque muito grande de possibilidades, e, preciso ser habilitada na área para futuramente trabalhar na Direção de uma escola, pois sei que tenho muitas aptidões para Gestão Escolar. A minha principal dúvida é o que fazer e como agir perante a indisciplina, que hoje reina nas escolas, principalmente entre adolescentes sem limites e como orientar professores que não conseguem ter domínio de turma? Evidentemente, a indisciplina escolar ganha proporções indesejadas e é realmente um problema que precisa ser tratado. Mas não somente na e pelas escolas. A consciência de que a escola é apenas uma das instituições envolvidas nesse processo torna o peso mais leve e isso permite buscar outras alternativas que possibilitem lidar com essa questão com pelo menos um pouco mais de tranquilidade e sem o peso da culpa e do sentimento de impotência.É possível construir um novo conceito de disciplina na escola pelo viés da disciplina. Se cada professor assumir com seriedade seu compromisso de ensinar, ocupando o espaço de tempo de suas aulas com propostas bem definidas, planejadas e organizadas de acordo com os limites de tempo e de espaço, de fins e de propósitos, de forma equilibrada, consciente e e coerente, certamente estará evitando possíveis transtornos em sua sala de aula.SOUZA, Dinalva Agisse Alves(2006, p.80) Segundo LA TAILLE (1994, p. 9): "Crianças precisam sim aderir a regras (que implicam valores e formas de conduta) e estas somente podem vir de seus educadores, pais ou professores. Os limites implicados por estas regras não devem ser apenas interpretados no seu sentido negativo: o que não pode ser feito ou ultrapassado. Devem também ser entendidos no seu sentido positivo: o limite situa, dá consciência de posição ocupada dentro de algum espaço social — a família, a escola, a sociedade como um todo." Chagas (2001) explica que outra tendência presente na concepção dos educadores é a de associar a disciplina à tirania. Qualquer tentativa de elaboração de parâmetros ou definição de diretrizes é vista como prática autoritária, que ameaça o espírito democrático e cerceia a liberdade e espontaneidade dos alunos. Nesta versão, a disciplina assume uma conotação de opressão e enquadramento. Sendo assim, apresentar condutas indisciplinadas pode ser entendido como uma virtude, já que pressupõe a coragem de ousar, de desafiar os padrões, de se opor à tirania muitas vezes presente no ambiente escolar. Gostaria também de atuar na educação de Adultos, embora não tenha nenhuma experiencia na área, sinto que possa dar a minha contribuição. Li algumas capítulos do livro de Álvaro Vieira Pinto (Sete Lições sobre Educação de adultos), e achei muito interessante e promissor.A minha dúvida é PORQUE NO BRASIL TEMOS TANTOS ANALFABETOS,E O QUE NOS PROFESSORES DEVEMOS FAZER? A consciência ingênua é fértil em atitudes referentes ao analfabetismo. Algumas delas se referem às causas, outras ao significado do analfabetismo. Não é possível indicá-las todas, mas somente algumas. a) No que diz respeito às causas, refere sempre o analfabetismo a um vício de formação individual, pelo qual é responsável o próprio analfabeto ou sua família, jamais a sociedade como um todo. E quando menciona a sociedade, a entende como um simples meio ambiente, como uma realidade puramente física, sem conseqüências existenciais. E assim que as causas podem ser: 1) o descuido da família em educar seus filhos, os vícios e o mau ambiente moral em que nasce a criança. 2) a indolência, a preguiça do indivíduo. 3) a incapacidade de adaptação ao meio, a rebeldia aos bons hábitos. 4) o baixo nível intelectual da criança. 5) as más inclinações da criança que determinam a evasão da escola. 6) as condições desfavoráveis do meio físico, especialmente a distância da casa à escola. 7) o desinteresse dos governos em criar escolas para todos. 8) a pobreza familiar, entendida como fato isolado do conceito de classe social. PINTO, Alvaro Vieira -O Problema da Alfabetização ( 2003, pag. 93/94 13ª edição) CINARA REGINA SCHULTZ MAYER - PEDAGOGIA II - CAMPUS CARAZINHO REFERÊNCIAS: Gestão e Políticas da Educação - 2006 Editora EDUNISC UNISC, UCPel, UNICRUZ UPF URI URCAMP E Teevale UNIVATES. SOUZA, Dinalva Agisse Alves de - A Disciplina Pelo Viés das Disciplinas na Gestão Escolar.( 2006, p. 80) LA TOILLE - 1994. Indisciplina Escolar PINTO, Álvaro Vieira. Sete lições sobre educação de adultos. 13.ed. São Paulo: Cortez, 2003. 118 p. ISBN 8524902027 |
Cinara Regina Schultz Mayer - Email: cinaramayer@hotmail.com |